Em artigo publicado nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, a psicóloga e psicanalista Marisa Lobo afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou favoravelmente a um projeto de lei que, na avaliação dela, “abre caminho para a perseguição de psicólogos que se identificam como cristãos”.
No texto, a autora sustenta que profissionais da área de Psicologia que declaram publicamente a fé cristã estariam sofrendo “vigilância, suspeição e tentativas de silenciamento institucional” em proporção maior que colegas ligados a outras tradições espirituais, como o espiritismo, o budismo ou o judaísmo. Para Lobo, esse movimento configuraria um constrangimento ideológico dirigido de forma seletiva.
A psicóloga relata ter respondido a diversos processos no Conselho Federal de Psicologia (CFP) “não por má prática clínica, mas por se apresentar como psicóloga e cristã”. Ela argumenta que a proibição de profissionais declararem sua identidade religiosa criaria barreiras de acesso para pacientes que buscam atendimento alinhado à própria cosmovisão.
Marisa Lobo destaca que o Código de Ética do Psicólogo proíbe a imposição de crenças aos pacientes, mas não impede a expressão de identidade religiosa. “Dizer ‘sou psicóloga e cristã’ não é impor fé a ninguém”, escreve, acrescentando que palestrar em igrejas ou dialogar com fiéis sobre saúde mental não constitui infração ética.
Segundo a autora, o suposto cerco teria origem em setores que ela classifica como “militância contrária ao cristianismo”. Lobo afirma que outras profissões — como Medicina, Direito e Educação — não impõem silêncio sobre a fé de seus integrantes, e sustenta que a liberdade religiosa garante o direito de expressão pública da crença.
No encerramento, Marisa Lobo defende que condutas antiéticas devem ser punidas independentemente da religião do profissional, mas alerta que transformar a identidade cristã em motivo de sanção “abre precedente perigoso” para toda a categoria.
Com informações de Pleno.News