A jornalista Juliana Moreira Leite afirmou em artigo publicado nesta quarta-feira (7) que o colapso do Banco Master expôs não apenas balanços inflados, mas também uma estrutura de pagamentos direcionada a formadores de opinião e atores políticos.
Segundo Leite, as transferências financeiras eram “reais, bancárias e rastreáveis”, destinadas a financiar elogios públicos, manter silêncios estratégicos e terceirizar manifestações de indignação. A escritora descreve o arranjo como um “ecossistema” em que críticas e apoios seriam negociados a partir do caixa da instituição.
No centro do enredo, de acordo com o texto, está o empresário Daniel Vorcaro, apresentado como a figura que articulava contratos e repasses. A autora sustenta que o banqueiro operava uma espécie de “máfia moderna”, usando planilhas e acordos para garantir influência em Brasília.
O artigo cita ainda a participação de influenciadores digitais de direita, criadores de conteúdo fitness e comentaristas políticos, todos “‘disciplinados pela regra de que quem paga manda’. Para Leite, o sistema se manteve enquanto setores do Judiciário e do Congresso teriam ignorado os sinais de irregularidades.
A jornalista critica também o que chama de “elite togada”, destacando salários e benefícios que, em sua visão, são exibidos sem preocupação moral enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas. Leite conclui que, apesar das investigações em curso, escândalos financeiros no Brasil “amadurecem” e acabam sem consequências significativas.
O texto foi publicado às 9h34 desta quarta-feira (7) e reflete exclusivamente a opinião da autora.
Com informações de Pleno.News