O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR) denunciou a depredação de sepulturas cristãs na cidade de Al-Rawda, província de Tartus, próximo à costa do Mar Mediterrâneo. O ato ocorreu na manhã de 31 de março de 2026 e veio à tona após a divulgação de uma fotografia que mostra uma cruz quebrada entre os túmulos.
A ação reforça a preocupação com a segurança das minorias religiosas na Síria, país que ainda enfrenta instabilidade em diversas regiões. Segundo o SOHR, não há confirmação do alcance total dos danos, mas o ataque foi considerado grave por acontecer em um local de memória e significado religioso.
Sequência de ataques
O vandalismo em Al-Rawda não foi um caso isolado. Dias antes, em 27 de março de 2026, mais de cem homens invadiram a comunidade predominantemente cristã de As Suqaylabiyah, aumentando o temor de novas agressões contra fiéis e seus patrimônios.
Repercussão
Em nota, o SOHR condenou o crime e alertou que esse tipo de ação pode agravar as tensões entre comunidades locais. Outras fontes dentro do país confirmaram a ocorrência, reforçando a veracidade do relato.
A província de Tartus, onde Al-Rawda está situada, fica cerca de 22 quilômetros ao norte da cidade de Tartus e, apesar de ser considerada relativamente estável, também registra episódios de violência contra locais de culto.
Os incidentes mais recentes sublinham a vulnerabilidade de locais sagrados e evidenciam a necessidade de proteção contínua a comunidades religiosas em zonas abaladas por conflitos.
Com informações de Folha Gospel