Os Estados Unidos detiveram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores durante uma operação militar realizada na madrugada de sábado (horário local), informou o ex-mandatário norte-americano Donald Trump. A ação, descrita por ele como “brilhante”, ocorreu depois de meses de pressão sobre Caracas e incluiu explosões controladas e o sobrevoo de aeronaves na capital venezuelana.
Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump disse que o casal foi retirado da Venezuela e que mais detalhes seriam divulgados “nas próximas horas”. Sem acesso a essas informações, a vice-presidente Delcy Rodríguez confirmou em rede nacional uma “incursão estrangeira” e classificou o episódio como “ato de agressão” dos Estados Unidos. Ela acrescentou que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e de sua esposa.
Reação dentro e fora do país
A notícia gerou apreensão entre líderes evangélicos venezuelanos. De Caracas, o pastor Carlos Vielma relatou ter sido acordado por fortes explosões: “Estamos sem eletricidade e sem Wi-Fi; é um choque no meio da madrugada”, disse.
No exterior, o venezuelano Aristóteles López, fundador da Marcha para Jesús, afirmou na Flórida que a captura de Maduro seria “intervenção divina” e “ato de justiça” para um povo que sofre há anos. Embora celebre a ação, ele sustentou que a batalha “ainda não terminou” e pediu orações contínuas para a consolidação de um novo cenário político.
Também exilado nos Estados Unidos, José Rivero, dirigente da Fundação H2D, avaliou que o momento é “extremamente complexo” e clamou por “sabedoria divina” para conduzir os próximos passos.
Apoio de igrejas na Colômbia
Do lado colombiano, a Confederação Evangélica da Colômbia (CEDECOL) convocou congregações a intercederem pela Venezuela. Em comunicado, a entidade pediu que Deus “governe a nação com sabedoria e verdade” e que caminhos de “liberdade, restauração e esperança” se abram para o povo venezuelano. A CEDECOL solicitou ainda proteção às famílias e à Igreja local, para que permaneça “voz profética” em meio à incerteza.
A operação norte-americana marca uma virada repentina na crise venezuelana, que já vinha sendo precedida por aumento da presença naval dos EUA na costa do país. Enquanto a comunidade internacional aguarda esclarecimentos sobre as consequências políticas, humanitárias e de segurança, líderes religiosos seguem conclamando fiéis a manter vigília de oração.
Com informações de Folha Gospel