Brasília, 10 de março de 2026 – O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, deve anunciar nos próximos dias a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A classificação, segundo Washington, busca ampliar ferramentas jurídicas e operacionais contra as facções brasileiras.
O Itamaraty, porém, atua nos bastidores para tentar demover a Casa Branca. Autoridades brasileiras argumentam que a medida fere a soberania nacional e se apoia numa interpretação diferente da Lei Antiterrorismo do país (Lei nº 13.260/2016), que exige motivação política, religiosa ou ideológica para enquadrar um grupo como terrorista. Na avaliação do Palácio do Planalto, o PCC e o CV têm como principal motor o lucro do narcotráfico, enquadrando-os como organizações criminosas comuns.
Diplomatas em Brasília relataram preocupação de que o novo status possa abrir brecha para ações unilaterais dos Estados Unidos na região. Fontes próximas ao processo afirmam que a chancelaria brasileira tenta convencer Washington de que o combate às facções deve permanecer sob liderança doméstica, sem a rotulagem de terrorismo.
Já para o governo norte-americano, o poder territorial das facções, o armamento pesado empregado e a capacidade de desafiar o Estado configuram ameaça transnacional comparável à de grupos terroristas tradicionais. A expectativa é de que o Departamento de Estado oficialize a decisão ainda em março.
Se confirmada, a inclusão na lista de terrorismo permitirá aos EUA bloquear ativos, restringir viagens e processar financeiramente qualquer pessoa ou empresa que ofereça apoio aos dois grupos. O Itamaraty não comentou oficialmente o tema até o fechamento desta edição.
Com informações de Pleno.News