O Brasil subiu três posições e passou a ocupar o quarto lugar entre os países que mais consumiram pornografia digital em 2025, segundo o relatório anual Year in Review divulgado por um dos maiores sites de conteúdo adulto do mundo.
Estados Unidos mantêm liderança; México assume a vice-liderança
Os Estados Unidos continuam no topo da lista, impulsionados por uma população superior a 300 milhões de pessoas e pela forte presença histórica na plataforma. O México saltou duas posições e assumiu a vice-liderança, movimento atribuído, entre outros fatores, à queda da França no ranking após a suspensão de acesso decorrente da lei de verificação de idade.
As Filipinas permaneceram na terceira posição, enquanto o Brasil chegou ao quarto lugar. A Alemanha fecha o grupo dos cinco primeiros após ganhar uma colocação em relação a 2024.
Top 10 de 2025
1º Estados Unidos
2º México
3º Filipinas
4º Brasil
5º Alemanha
6º França
7º Itália
8º Reino Unido
9º Espanha
10º Canadá
Faixa etária, gênero e dispositivos
A faixa entre 18 e 24 anos concentra 29% dos acessos globais, seguida pelo grupo de 25 a 35 anos, com 23%. Usuários com mais de 65 anos representam 7% do total. As mulheres correspondem a 38% do tráfego geral do site.
Os telefones celulares seguem como principal meio de acesso, respondendo por 87% do tráfego. Computadores somam 11% e tablets, 2%. Consoles de videogame também aparecem entre as formas de navegação.
Regulamentações influenciam posições
Especialistas apontam que a ascensão do México e a queda da França refletem o impacto de novas legislações de verificação de idade. No Reino Unido, mudanças semelhantes resultaram em recuo de três posições.
Propostas de “imposto do pecado” nos EUA
Nos Estados Unidos, o tema ganhou contornos políticos. James Fishback, pré-candidato republicano ao governo da Flórida, propôs um imposto de 50% sobre a renda de criadoras de conteúdo em plataformas como OnlyFans. A arrecadação seria destinada a escolas públicas, centros de apoio a gestantes em crise e programas de saúde mental masculina.
Consumo precoce e impacto em grupos religiosos
Relatórios internacionais citados no estudo indicam que, na Espanha, quase dois terços da população de 15 a 64 anos já assistiram a pornografia. Entre estudantes de 14 a 18 anos, dois terços reconhecem ter tido contato com esse conteúdo, muitos pela primeira vez aos 11 ou 12 anos.
Nos Estados Unidos, o Pure Desire Ministries registrou em 2024 que 54% dos cristãos praticantes consomem pornografia ao menos ocasionalmente, e 49% afirmam sentir-se confortáveis com o hábito. Mulheres representam 25% desse público, enquanto homens somam 54%.
O relatório também compara os efeitos da pornografia aos de drogas como heroína e cocaína, citando estudos que apontam liberação intensa de dopamina e potencial para dependência física e mental.
Com informações de Folha Gospel