A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) tornou público, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, em Brasília, um nota de repúdio às falas do escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que defendeu a exclusão de evangélicos do processo eleitoral.
No documento, a FPE classifica as declarações como “ofensivas, discriminatórias e antidemocráticas”, afirmando que restringir o voto de um grupo religioso “ataca milhões de brasileiros” e ameaça um direito fundamental previsto na Constituição.
Direitos constitucionais
A bancada lembra que a Carta Magna assegura igualdade de direitos, liberdade de crença e sufrágio universal. Para os parlamentares, qualquer tentativa de limitar o voto com base em fé religiosa viola o Estado Democrático de Direito.
As críticas da FPE referem-se a declarações nas quais Bueno teria dito que evangélicos “não deveriam votar” e que o segmento “elege uma escumalha perigosa e violenta”. Em outra passagem, o escritor teria sugerido que esses cidadãos se restringissem ao ambiente religioso, sem participar da escolha de vereadores, deputados, senadores ou do presidente da República.
Mandatos legitimados pelo voto
A Frente sustenta que parlamentares eleitos com apoio do eleitorado evangélico exercem mandatos legítimos e representam milhões de brasileiros. Desqualificar esses cargos, segundo a nota, significa desrespeitar a soberania popular.
No texto, a FPE conclui reafirmando compromisso com a pluralidade, o respeito mútuo e a convivência democrática, além de garantir que seguirá defendendo o direito inalienável de todos os cidadãos de participar da vida política do país.
Unigrejas também se manifesta
A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) divulgou nota na segunda-feira, 2 de fevereiro, na qual considerou as falas de Bueno “ofensivas e discriminatórias”. A entidade destacou que o posicionamento contraria o artigo 14 da Constituição, que assegura voto direto e secreto sem qualquer forma de discriminação, e lembrou que manifestações de exclusão religiosa podem gerar responsabilização legal.
As organizações mencionadas reiteram que a liberdade de crença e o direito ao voto são garantias que não podem ser relativizadas.
Com informações de Folha Gospel