30 de março de 2026 – Em coluna publicada nesta segunda-feira (30), a jornalista Juliana Moreira Leite acusou parlamentares de direita de demonstrarem firmeza apenas no discurso e fraqueza na hora de votar temas ligados à liberdade de expressão. O texto foi divulgado às 11h43 no portal Pleno.News.
Segundo a autora, o projeto de lei que inclui a misoginia no rol de crimes previstos pela Lei do Racismo – apelidado de PL da Misoginia – avança “envolto em retórica moralmente inquestionável”, mas cria brechas para interpretações subjetivas. Na avaliação de Leite, a proposta passa a punir a percepção de um ato, e não o ato em si, gerando insegurança jurídica sobre os limites da liberdade individual.
A colunista sustenta que, diante de temas relacionados a discurso, opinião e linguagem, a chamada “direita institucional” costuma recuar por “recusa em sustentar o conflito”. Já quando o debate envolve o endurecimento de penas para crimes violentos, como feminicídio, surgiriam hesitações e justificativas técnicas contrárias ao agravamento das sanções.
Para Leite, esse posicionamento revela uma “coragem invertida”: parlamentares mostrariam disposição para regular palavras, mas cautela ao tratar de delitos que provocam danos irreversíveis. O resultado, afirma a jornalista, é um cenário em que a legislação se torna mais rigorosa com manifestações simbólicas, enquanto ações criminosas que efetivamente tiram vidas continuam a receber tratamento brando.
O artigo integra a seção de opinião do portal e reflete exclusivamente a visão da autora.
Com informações de Pleno.News