Londres — A diretora de comunicações jurídicas da organização Alliance Defending Freedom (ADF), Lois McLatchie Miller, afirmou em artigo publicado na revista britânica The Spectator que manifestações públicas do cristianismo estão sob crescente censura em todo o mundo, incluindo países considerados democráticos, como Reino Unido, Estados Unidos e nações da Europa.
Miller citou o assassinato do educador Charlie Kirk como exemplo extremo dessa repressão. Segundo ela, Kirk dedicou a vida a ensinar valores cristãos e a defender a formação de famílias, postura que o teria tornado alvo de perseguição que culminou em sua morte.
Mortes em massa na Nigéria
Fora do Ocidente, a diretora chamou atenção para a situação da Nigéria, onde, de acordo com a ONG Portas Abertas, 7 mil cristãos foram assassinados somente neste ano em ataques atribuídos majoritariamente a extremistas muçulmanos. O país tem cerca de metade da população identificada como cristã.
Um dos casos destacados foi o da estudante Deborah Yakobu, espancada e apedrejada até a morte por colegas de classe após agradecer a Jesus em um grupo de WhatsApp. Já a moradora local Rhoda Jatau foi condenada a 19 meses de prisão por “blasfêmia” depois de criticar o homicídio de Deborah; a sentença foi anulada com apoio jurídico da ADF.
Prisões no Reino Unido
No cenário europeu, Miller apontou ações policiais contra manifestações de fé consideradas pacíficas. A avó escocesa Rose Docherty foi detida duas vezes por carregar um cartaz em uma “zona de proteção” próxima a uma clínica de aborto em que se lia: “Coerção é crime. Estou aqui para conversar, só se você quiser”. O caso gerou críticas até do Departamento de Estado dos EUA.
Resiliência histórica
Apesar do aumento da repressão, a representante da ADF lembrou que, historicamente, tentativas de silenciar o cristianismo costumam impulsionar sua expansão. Como exemplo, ela mencionou o crescimento da presença de jovens em igrejas após a morte de Kirk.
Com informações de Folha Gospel