Home / Notícias / Advogado aponta nulidades jurídicas no julgamento de Jesus e o classifica como o “maior erro judiciário”

Advogado aponta nulidades jurídicas no julgamento de Jesus e o classifica como o “maior erro judiciário”

ocrente 1775167489
Spread the love

Em artigo publicado nesta quinta-feira (2), o advogado e professor Rafael Durand descreveu o julgamento de Jesus de Nazaré como “o maior erro judiciário da história”. O texto, divulgado pelo portal Pleno.News durante a Semana Santa, elenca uma série de nulidades que, segundo o jurista, violam princípios básicos do direito processual.

Durand afirma que o princípio da publicidade foi ignorado porque a audiência ocorreu de madrugada, longe da população. Ele ressalta ainda a ausência de ampla defesa e contraditório, indicando que Jesus não teve advogado e foi confrontado por testemunhas com relatos contraditórios.

Outro ponto destacado é a quebra do juiz natural. Conforme o autor, o réu foi transferido sucessivamente entre Anás, Caifás, Pilatos e Herodes, sem respeito à competência de cada autoridade. Por fim, Durand sustenta que a sentença de Pôncio Pilatos atendeu à pressão popular, não às provas reunidas nos autos.

Para o advogado, o episódio ilustra como “o sistema, quando corrompido por interesses políticos e pela opinião pública, transforma o justo em réu”. Ele também faz um paralelo com casos contemporâneos nos quais, segundo ele, autoridades ignoram o devido processo legal para perseguir opositores.

Além das críticas jurídicas, Durand — que é mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) — ressalta o ponto de vista teológico: apesar das injustiças, o sacrifício de Jesus teria um caráter redentor para os cristãos.

Com informações de Pleno.News