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Estudo aponta que 100 milhões de cristãos continuam sem acesso à Bíblia em todo o mundo

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Cerca de 100 milhões de cristãos permanecem sem acesso à Bíblia, segundo a Lista de Acesso à Bíblia (BAL, em inglês), apresentada na semana passada pela Iniciativa de Acesso à Bíblia. O levantamento reuniu dados de especialistas de 88 países para traçar onde a obtenção das Escrituras encontra maiores barreiras legais, sociais ou econômicas.

Paises com restrições extremas

A pesquisa classificou 15 nações com restrições consideradas extremas. A Somália lidera o ranking, seguida de Afeganistão, Iêmen, Coreia do Norte e Mauritânia. Nessas localidades, imprimir, importar ou simplesmente possuir uma Bíblia pode resultar em punições severas, que vão de prisão a pena de morte.

No caso somali, além da proibição formal baseada em interpretações rígidas da Sharia, a pobreza acentuada — mais de 70% da população vive na miséria — torna inviável a compra de exemplares, mesmo que fosse permitida.

O Afeganistão, governado pelo Talibã desde 2021, aparece em segundo lugar. Estima-se que apenas um terço dos cristãos afegãos tenham contato com as Escrituras; toda forma de impressão ou importação é ilegal e o acesso digital é monitorado.

No Iêmen, em terceiro, menos de um terço dos 17 mil cristãos dispõe de Bíblia. Já a Coreia do Norte, quarta colocada, proíbe completamente o livro sagrado, visto como ameaça ao culto à personalidade do regime. A Mauritânia completa o grupo dos cinco países mais restritivos, onde múltiplas cópias podem levar a acusações passíveis de pena de morte.

Do sexto ao décimo lugar

Eritreia, Líbia, Argélia, Irã e Turcomenistão formam o restante do top 10. Na Eritreia, com 1,7 milhão de cristãos, menos de 40% conseguem acessar a Bíblia, devido ao rígido controle governamental.

Restrições severas

Outros 18 países aparecem na categoria de restrições severas, entre eles Butão (16º), Arábia Saudita (18º), Paquistão (20º), China (25º), Azerbaijão (30º) e Kuwait (32º). No Butão, por exemplo, leis religiosas restritivas e uma taxa de alfabetização de 70% limitam a circulação do texto bíblico.

Contrastes globais

A Armênia, primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial no século IV, ocupa a 87ª posição. Apesar de não haver impedimentos legais, a crise econômica e a infraestrutura precária dificultam a distribuição de Bíblias.

Na última colocação (88ª), o Brasil enfrenta obstáculos em áreas de extrema pobreza. Mesmo disponível para compra, o livro sagrado muitas vezes perde prioridade para necessidades básicas, enquanto impostos elevados encarecem a produção e distribuição.

O relatório contou com o apoio de organizações como Portas Abertas, Sociedade Bíblica Digital, Frontlines International, Bible League International, Biblica, Bible League Canada e OneHope. A próxima edição está prevista para 2025.

Com informações de Folha Gospel