Home / Internacional / Washington volta a prever fim do regime cubano e cobra liberdades até 2026

Washington volta a prever fim do regime cubano e cobra liberdades até 2026

ocrente 1769690980
Spread the love

HAVANA — O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou nesta quarta-feira (28) que o governo norte-americano espera ver os cubanos “exercendo suas liberdades fundamentais” ainda em 2026. A declaração foi transmitida por vídeo na residência do embaixador dos EUA em Cuba, Mike Hammer, durante a cerimônia que abriu as comemorações dos 250 anos da Declaração de Independência norte-americana.

“Esperamos que em 2026 os cubanos finalmente possam exercer suas liberdades fundamentais”, disse Landau. O diplomata acrescentou que a administração do presidente Donald Trump está “comprometida em apoiar o cidadão cubano comum” e em pressionar pelo respeito aos direitos humanos na ilha, além de exigir a libertação de todos os presos políticos.

Citando palavras de Trump, Landau afirmou que o “regime castro-comunista está cambaleando; não vai durar muito mais. Após 67 anos de uma revolução fracassada que traiu o povo cubano, é hora da mudança que a ilha tanto anseia.” O subsecretário concluiu ressaltando que Washington continuará acompanhando de perto os desdobramentos políticos em Cuba.

Convidados impedidos de participar

Em discurso ao vivo, o embaixador Mike Hammer relatou que vários convidados cubanos não puderam comparecer à recepção porque foram barrados por forças de segurança locais. Organizações não governamentais e dissidentes denunciaram operações policiais que impediram pelo menos dez opositores e jornalistas independentes de chegar ao evento: alguns foram detidos; outros, escoltados de volta para casa.

Entre os impedidos estão Manuel Cuesta Morúa, presidente do Conselho para a Transição Democrática em Cuba (CTDC); Berta Soler, líder do grupo Damas de Branco; a jornalista Yoani Sánchez, diretora do site 14yMedio; e Dagoberto Valdés, diretor do Centro de Estudos para a Coexistência.

Ativistas e membros da oposição afirmam que a repressão na ilha se intensificou desde a prisão do aliado venezuelano Nicolás Maduro, fato que, segundo eles, aumentou a preocupação do governo cubano quanto à própria estabilidade.

Com informações de Gazeta do Povo