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Washington mira transição em Cuba até o fim de 2026, diz Wall Street Journal

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Washington, 22 jan. 2026 – O governo dos Estados Unidos busca articular, ainda este ano, a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel e de seu círculo mais próximo, segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal.

Após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, a Casa Branca passou a tratar Havana como próximo foco de pressão na América Latina. Altos funcionários relataram que a economia cubana vive situação de colapso desde a queda do aliado venezuelano, o que enfraqueceu o regime comunista.

Negociações discretas

De acordo com o jornal, autoridades norte-americanas mantêm conversas reservadas com cubanos ligados ao governo de Díaz-Canel que estariam dispostos a negociar uma transição. Reuniões com exilados e grupos cívicos ocorreram em Miami e Washington para identificar eventuais interlocutores em Havana.

Um integrante da Casa Branca, que falou sob condição de anonimato, afirmou que não existe um plano militar definido para derrubar o regime, mas a operação que levou à prisão de Maduro serviria como “ameaça implícita”.

Pressão pública

Em 11 de janeiro, o presidente Donald Trump escreveu nas redes sociais: “Sugiro fortemente que eles [os cubanos] façam um acordo ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, frisando que “NENHUM PETRÓLEO OU DINHEIRO” chegaria à ilha.

Resposta de Havana

O Conselho de Defesa Nacional de Cuba aprovou, no fim de semana, planos para instaurar estado de guerra, sinalizando que não pretende abrir diálogo com Washington.

Com informações de Gazeta do Povo