A administração de Donald Trump transformou a derrubada do regime de Havana em prioridade imediata de sua política externa. Em 10 de março de 2026, assessores da Casa Branca confirmaram a aplicação de novas medidas econômicas que visam estrangular as finanças da ilha e forçar a saída do presidente Miguel Díaz-Canel.
Bloqueio de combustível agrava crise energética
Washington interrompeu totalmente o envio de petróleo venezuelano a Cuba e ameaça taxar qualquer nação que abasteça a ilha. A restrição provocou apagões frequentes, escassez de combustível e racionamento de itens básicos, aprofundando a insatisfação popular.
Saída negociada é avaliada
A Casa Branca analisa um plano de transição pacífica: Díaz-Canel deixaria o poder mediante acordo econômico que permitiria à família Castro permanecer em Cuba. O secretário de Estado, Marco Rubio, conduziria tratativas sigilosas com um neto de Raúl Castro para viabilizar o arranjo, que incluiria futuras parcerias nos setores de turismo, energia e portos.
Efeito dominó da captura de Maduro
A prisão de Nicolás Maduro, em janeiro, retirou de Havana seu principal aliado regional e fonte de recursos. O governo Trump agora considera estratégia semelhante contra dirigentes cubanos: forças-tarefa investigam crimes federais e narcotráfico, passo que pode resultar em mandados de prisão internacionais contra lideranças do regime.
Motivos de segurança apontados por Washington
Autoridades americanas classificam Cuba como ameaça pela proximidade militar com Rússia e China, pela presença de grupos como o Hezbollah e pela suposta interferência em países vizinhos, entre eles o Equador.
Apoio regional
Líderes conservadores da América Latina endossam a pressão. O presidente argentino, Javier Milei, critica abertamente o modelo cubano e busca afastar Buenos Aires desse caminho. No Equador, Daniel Noboa expulsou recentemente diplomatas cubanos após acusações de ingerência, isolando ainda mais Havana.
Sem sinais de recuo, Washington afirma que manterá as sanções até que ocorra uma mudança de governo na ilha.
Com informações de Gazeta do Povo