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Washington considera Venezuela ainda inapta para pleito livre, afirma secretário Rubio

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São Cristóvão e Nevis, 24 fev. 2026 – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira (24) que a Venezuela ainda não dispõe das condições políticas e civis necessárias para realizar eleições livres e justas. A avaliação foi apresentada durante a cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), na ilha de São Cristóvão e Nevis.

Questionado sobre um eventual calendário eleitoral, Rubio descartou a definição de um prazo pela Casa Branca. “É difícil organizar eleições quando muitos dos que desejam concorrer estão presos ou no exterior”, disse.

País em transição

O chefe da diplomacia norte-americana lembrou que a Venezuela atravessa uma fase de estabilização após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro. Apesar de considerar positivo o fato de não haver migração em massa, guerra civil ou episódios generalizados de violência, Rubio ressaltou que o quadro ainda está longe da normalidade institucional.

“A tendência é boa, mas precisa ser sustentada. Este ainda é um processo de recuperação”, afirmou.

Pré-requisitos para o voto

Segundo o secretário, um pleito legítimo exige a existência de partidos estruturados, liberdade de organização política, ambiente midiático aberto e candidaturas viáveis. “Muitas pessoas foram presas porque eram candidatas, apoiavam candidatos ou participavam de movimentos políticos”, acrescentou.

Medidas em curso

Rubio citou três avanços recentes: a libertação de presos políticos, o fechamento da prisão de El Helicoide – antigo centro de tortura do chavismo – e a aprovação da Lei de Anistia pela Assembleia Nacional. Ainda assim, considerou os passos “insuficientes”, embora “positivos”.

Números da anistia

Em Caracas, o deputado chavista Jorge Arreaza informou nesta quinta-feira (26) que 217 pessoas foram liberadas na primeira semana após a promulgação da anistia. Segundo ele, 4.151 cidadãos já foram beneficiados, 217 deles antes detidos e 3.934 que cumpriam medidas cautelares. Mais 7.461 pedidos seguem em análise.

A ONG Foro Penal, que acompanha casos de presos políticos, confirmou 109 solturas desde a semana passada e calcula que mais de 600 pessoas continuam encarceradas por razões políticas. O governo venezuelano nega a existência de presos políticos e sustenta que todos os detidos respondem por crimes comuns.

Com informações de Gazeta do Povo