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Washington cogita afrouxar sanções ao petróleo russo para frear alta de preços

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O governo dos Estados Unidos estuda reduzir parte das restrições impostas ao petróleo russo na tentativa de aumentar a oferta global e conter a escalada dos preços, intensificada após o início da guerra contra o Irã.

A possibilidade foi levantada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em entrevista concedida na sexta-feira (6.mar.2026) à emissora Fox Business. Na conversa, ele mencionou que o tema está em análise dentro da administração norte-americana.

A declaração ocorreu um dia depois de Bessent ter autorizado uma isenção temporária de 30 dias que permite às refinarias indianas comprar petróleo russo, apesar das sanções em vigor. Segundo o secretário, Washington havia solicitado a Nova Délhi que suspendesse essas aquisições no outono do Hemisfério Norte, mas recuou para mitigar a escassez momentânea no mercado.

“Os indianos foram colaboradores. Eles pararam de adquirir petróleo russo sancionado. Planejavam substituí-lo por petróleo americano, mas, para aliviar a falta temporária de oferta no mundo, demos permissão para que recebam o petróleo russo”, afirmou Bessent.

No mês passado, durante encontro com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente dos EUA, Donald Trump, tinha pedido que a Índia também interrompesse a compra de petróleo venezuelano. De acordo com Trump, a medida enfraqueceria as finanças russas e contribuiria para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Desde o endurecimento das sanções ocidentais, resultado da invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia tem buscado novos mercados para escoar sua produção de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), recorrendo principalmente a países da Ásia.

O estudo sobre o alívio das medidas punitivas permanece em discussão dentro da Casa Branca, sem prazo anunciado para uma decisão final.

Com informações de Gazeta do Povo