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Crescem episódios de violência contra aliados de Javier Milei às vésperas das eleições na Argentina

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Buenos Aires – Ataques a dirigentes, militantes e simpatizantes do espaço político de direita voltaram a ser registrados na Argentina nesta quinta-feira (28). Os incidentes ocorreram em Corrientes, onde a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, participava de ato de campanha, e também na Universidade de Buenos Aires (UBA), ampliando a tensão a poucos dias de eleições provinciais e nacionais.

Confronto interrompe caminhada em Corrientes

Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei, acompanhava o encerramento de campanha do candidato a governador Lisandro Almirón (A Liberdade Avança, LLA) no centro de Corrientes quando opositores e apoiadores se enfrentaram. Testemunhas relataram agressões físicas, insultos e ao menos três detenções. Karina e o presidente da Câmara dos Deputados, Martín Menem, deixaram o local em uma caminhonete escoltada.

Almirón responsabilizou adversários políticos pelo tumulto, afirmando que veículos foram atacados a chutes e que a manifestação pacífica foi desvirtuada.

Presidente evacuado em Lomas de Zamora

Um dia antes, na quarta-feira (27), o presidente Javier Milei precisou ser retirado de uma carreata em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires. Manifestantes arremessaram pedras e objetos contra o carro presidencial. O Ministério da Segurança, comandado por Patricia Bullrich, apresentou denúncia por intimidação pública e atentado à autoridade. Bullrich publicou vídeo segurando uma pedra com a mensagem: “As ideias não se matam”.

Briga em faculdade de Direito

A escalada de violência chegou ao meio acadêmico. Na Faculdade de Direito da UBA, integrantes da Juventude Universitária Peronista (JUP) e do grupo Somos Livres, vinculado ao LLA, trocaram socos após discussão sobre cartazes rasgados. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a confusão dentro do campus.

A deputada Pilar Ramírez (LLA) acusou estudantes peronistas de iniciarem o confronto e declarou apoio aos militantes libertários agredidos. Outras lideranças governistas associaram os incidentes a um “desespero” dos setores peronista e kirchnerista diante da proximidade do pleito.

Contexto eleitoral

Os acontecimentos ocorrem a nove dias das eleições legislativas na província de Buenos Aires, marcadas para 7 de setembro, e a dois meses da disputa nacional de 26 de outubro.

Com informações de Gazeta do Povo