A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado, 3 de janeiro de 2026, que não há informações sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem da primeira-dama Cilia Flores após o ataque militar dos Estados Unidos contra o país sul-americano.
Em entrevista por telefone à emissora estatal VTV, Rodríguez cobrou que Washington apresente “provas de vida” do casal presidencial. Horas antes, o presidente norte-americano Donald Trump havia anunciado, pela rede social Truth Social, a captura de Maduro e de Flores durante uma operação que descreveu como “ataque em larga escala”.
Mortes em bombardeios
A vice-presidente relatou a morte de militares e civis em diferentes pontos atingidos, sem especificar números. Segundo o governo venezuelano, os bombardeios ocorreram em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. “Condenamos essa forma brutal e selvagem de agressão contra nosso povo, que tirou a vida de funcionários militares, transformados em mártires da pátria, e de inocentes civis”, declarou.
Pedido de reunião de emergência na ONU
Diante da escalada do conflito, Caracas solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O pedido foi enviado ao presidente do órgão, o embaixador da Somália, Abukar Dahir Osman, com cópia ao secretário-geral da Organização, António Guterres. A carta classifica a ação dos Estados Unidos como “atos de agressão” contra a soberania venezuelana.
Até o momento, as autoridades norte-americanas não apresentaram provas da detenção de Maduro e de Cilia Flores, nem se pronunciaram sobre o pedido da vice-presidente venezuelana.
Com informações de Gazeta do Povo