Caracas – O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, nomeou três integrantes de seu gabinete para apurar as “dezenas” de mortes registradas durante a operação militar dos Estados Unidos que, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
“Designamos três procuradores para investigar as dezenas de vítimas civis e militares inocentes que perderam a vida nesse horrível crime de guerra, essa agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana”, declarou Saab nesta terça-feira (6), na solenidade de abertura da nova sessão parlamentar venezuelana.
Até o momento, o governo de Caracas não divulgou o número oficial de mortos ou feridos.
Cubanos entre os mortos
No domingo anterior, Cuba confirmou a morte de 32 militares lotados na Venezuela durante os confrontos com tropas americanas. Segundo o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, os efetivos cumpriam “missões” em Caracas “a pedido de seus homólogos” venezuelanos. O Ministério do Interior de Havana informou que entre as vítimas estão integrantes das Forças Armadas Revolucionárias, de seu próprio quadro e dos serviços de inteligência.
Versões divergentes
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “muitos do outro lado” morreram na ação, citando “muitos cubanos” que garantiam a proteção de Maduro. Fontes venezuelanas ouvidas pelo The New York Times estimaram em 80 o número de mortos no país sul-americano. Já autoridades de Washington relataram que seis soldados norte-americanos ficaram feridos, informação não confirmada publicamente por Trump.
A investigação venezuelana inicia-se sob o argumento de que a ofensiva norte-americana configurou “crime de guerra”, expressão usada pelo procurador-geral ao classificar a operação que depôs o líder chavista.
Com informações de Gazeta do Povo