Cidade do Vaticano, 17 fev. 2026 – O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, confirmou nesta terça-feira que o Vaticano não integrará o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, iniciativa patrocinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Questionado após reunião na Embaixada da Itália junto à Santa Sé, Parolin explicou que a recusa ocorre porque o convite “tem uma natureza particular, distinta da de outros Estados”. Segundo o cardeal, há “pontos que nos deixam perplexos” e questões que ainda necessitam de esclarecimento.
Convite avaliado desde janeiro
Em 21 de janeiro, o Vaticano informou ter recebido o convite de Washington e que o papa Leão XIV analisava a proposta. Parolin acrescentou que Roma participará apenas como observadora, decisão que reforçou a prudência adotada pela Santa Sé.
México será observador
Na Cidade do México, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que o país enviará seu embaixador na ONU como observador do órgão. Sheinbaum alegou que a estrutura do conselho não contempla “todas as partes” envolvidas no conflito israelense-palestino, lembrando que o México reconhece o Estado da Palestina e defende processos de paz inclusivos.
Primeira reunião na quinta-feira
O Conselho de Paz, criado para supervisionar um plano de 20 pontos que busca encerrar a guerra entre Israel e o Hamas, terá sua sessão inaugural na quinta-feira, em Washington. Estão confirmados pelo menos 35 chefes de Estado e de governo, entre eles os de Israel e Egito.
A maior representação vem do Oriente Médio e da Ásia Ocidental: Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Paquistão. Da Ásia Central e do Sudeste Asiático participam Cazaquistão, Uzbequistão, Mongólia, Camboja, Indonésia e Vietnã.
América Latina contará com Argentina, El Salvador e Paraguai. Já a Europa estará representada por Albânia, Belarus, Bulgária, Hungria e Kosovo. França, Espanha e Suécia rejeitaram o convite, enquanto a Itália acompanhará os debates como observadora. O chanceler italiano, Antonio Tajani, defendeu a presença do país, mas não informou quem chefiará a delegação.
Com informações de Gazeta do Povo