Montevidéu — O Ministério do Interior do Uruguai apura se o grupo desmantelado após tentar invadir um banco na capital por meio de um túnel tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que atua no Brasil.
A operação, anunciada na quarta-feira (4), impediu que 11 suspeitos — uruguaios, brasileiros e paraguaios — chegassem ao cofre da instituição financeira localizada na Cidade Velha. Todos tiveram prisão preventiva decretada por 180 dias.
De acordo com o ministro do Interior, Carlos Negro, a quadrilha se preparava para cometer furto qualificado, associação para delinquir e tráfico de drogas. “Era uma estrutura que poderia causar sério dano ao sistema financeiro”, declarou em coletiva.
O túnel partia de um imóvel comercial desocupado situado próximo ao banco alvo, cujo nome permanece em sigilo. A região abriga diversas agências, entre elas a matriz do Banco República.
As investigações começaram após denúncia anônima sobre venda de entorpecentes na faixa costeira de Canelones. Em dezembro, a polícia recebeu alerta de forças de segurança estrangeiras sobre possível roubo a banco por escavação, o que intensificou o monitoramento do grupo agora preso.
Segundo fontes ligadas ao caso, agentes analisam o método utilizado e o perfil dos detidos para verificar eventual conexão com facções transnacionais, como o PCC. Até o momento, não há confirmação oficial desse vínculo.
Peritos seguem examinando o túnel e o material apreendido, enquanto o inquérito prossegue sob sigilo judicial.
Com informações de Gazeta do Povo