Washington, Teerã e Tel Aviv – A contagem regressiva para o fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz elevou a tensão ao limite nesta terça-feira, 7 de abril de 2026. Bombardeios, ameaças públicas e tentativas diplomáticas paralelas marcaram o dia que pode redefinir o conflito no Golfo.
Ameaça de “aniquilação” e ataques coordenados
Logo pela manhã, Trump declarou que “uma civilização inteira morrerá hoje à noite” caso não haja acordo para liberar a rota do petróleo. O líder americano afirmou ter autorizado ataques a usinas de energia e pontes iranianas. Poucas horas depois, Israel iniciou bombardeios contra pontes e ferrovias usadas pela Guarda Revolucionária para transporte de armas.
Em resposta, a imprensa estatal iraniana exibiu imagens de civis formando uma “corrente humana” para proteger uma usina termelétrica em Tabriz. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que mais de 14 milhões de voluntários se inscreveram para se sacrificar em defesa do país.
Escalada militar no Golfo
No último dia do ultimato, forças norte-americanas realizaram mais de 90 ataques à Ilha de Kharg, mirando exclusivamente alvos militares. Teerã retaliou com drones e mísseis contra vizinhos da região; Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Iraque relataram terem sido atingidos.
O Irã também bombardeou um complexo petroquímico em Jubail, na Arábia Saudita, um dos maiores do mundo. Governos do Oriente Médio orientaram suas populações a buscar abrigo preventivo diante da possibilidade de novos ataques.
Mediação paquistanesa tenta evitar confronto direto
Horas antes do prazo expirar, a Casa Branca confirmou ter recebido uma proposta de cessar-fogo de duas semanas, articulada pelo Paquistão, para permitir negociações diplomáticas. Trump prometeu responder, mas até o início da noite não havia se pronunciado.
Uma fonte paquistanesa ouvida pela CNN, sob condição de anonimato, afirmou que as conversas entraram na fase decisiva e que “boas notícias são esperadas em breve”. Segundo o informante, o chefe do Exército do Paquistão, general Asim Munir, assumiu papel central nas tratativas entre Washington e Teerã.
A expectativa é de que um anúncio sobre a prorrogação do ultimato ou a aceitação da trégua seja feito ainda nesta noite.
Com informações de Gazeta do Povo