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UE promete reação unificada às tarifas de Trump sobre a Groenlândia

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Bruxelas, 17 jan. 2026 — A União Europeia afirmou que responderá de forma coordenada às tarifas anunciadas neste sábado (17) pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump contra oito países europeus que se recusam a negociar a venda da Groenlândia.

Trump fixou uma alíquota inicial de 10% sobre produtos originários de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, com previsão de aumento para 25% em junho. Segundo ele, as sobretaxas só serão retiradas após um “acordo completo e total” com Copenhague para transferência do território autônomo.

Bruxelas fala em “defender a soberania”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu na rede X que as medidas “prejudicam as relações transatlânticas” e advertiu que o bloco “permanecerá unido, coordenado e comprometido em defender sua soberania”.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou a partir de Assunção — onde a UE acabara de concluir um tratado comercial com o Mercosul — que a resposta será “firme” e lembrou que disputas entre aliados devem ser resolvidas por negociação e abertura de mercados, não por tarifas punitivas.

Reações nas capitais europeias

Lars Løkke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, disse estar “surpreso” com a decisão de Washington. Ele negou acusações de Trump de que tropas europeias teriam sido enviadas à Groenlândia para fins obscuros e afirmou que as ações na região visam reforçar a segurança no Ártico, “com total transparência” e em coordenação com EUA e UE.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou as novas tarifas como “completamente desastradas” e defendeu que o futuro do território deve ser decidido “pelo povo groenlandês e pela Dinamarca, não por imposições de Washington”.

Da França, o presidente Emmanuel Macron comparou a defesa da soberania europeia à luta pela independência da Ucrânia e disse ser necessário “resistir à chantagem”. Já o premier sueco, Ulf Kristersson, assegurou que os governos europeus “não se deixarão intimidar”.

Reunião de emergência em Bruxelas

Embaixadores dos 27 países da UE foram convocados para um encontro extraordinário neste domingo (18) a fim de traçar uma posição única. Entre as possibilidades em discussão estão mecanismos de retaliação previstos nas regras comerciais do bloco e o exame dos limites do uso de tarifas como instrumento de coerção política entre aliados.

Diplomatas enfatizam que evitar respostas isoladas é crucial para manter a força da estratégia europeia contra as medidas de Washington.

Com informações de Gazeta do Povo