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União Europeia avalia tarifas de até €93 bilhões contra os EUA após pressão de Trump sobre a Groenlândia

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Bruxelas, 18 jan. 2026 – A União Europeia estuda impor tarifas que podem chegar a € 93 bilhões (aproximadamente R$ 580 bilhões) aos Estados Unidos ou restringir o acesso de empresas norte-americanas ao mercado do bloco. A medida, relatada pelo jornal Financial Times neste domingo (18), é uma resposta à intenção do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar ou comprar a Groenlândia.

Segundo autoridades ouvidas pelo veículo britânico, os preparativos de retaliação visam dar poder de barganha aos líderes europeus em reuniões previstas com Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao longo desta semana.

Aliança Atlântica em alerta

Países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se declararam contrários à iniciativa norte-americana de assumir o controle da ilha semiautônoma que integra o Reino da Dinamarca. França, Alemanha e Reino Unido enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia na semana passada, após solicitação de Copenhague.

O reforço militar foi acompanhado de uma advertência de Trump: o presidente ameaçou aplicar tarifas a oito aliados europeus caso Washington não obtenha sinal verde para a compra da ilha.

Segurança no Ártico

Também neste domingo (18), Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Países Baixos divulgaram comunicado conjunto prometendo fortalecer a defesa da região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz a nota.

O governo da Groenlândia agradeceu “a solidariedade internacional” e destacou a importância do apoio europeu diante da escalada de tensões.

Reunião de emergência em Bruxelas

A Comissão Europeia convocou os embaixadores dos 27 países do bloco para um encontro extraordinário neste domingo. O objetivo é definir uma resposta coordenada às ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

No sábado (17), líderes europeus alertaram para uma “perigosa espiral descendente” desencadeada pela pressão comercial de Washington. No mesmo dia, milhares de pessoas protestaram em cidades da Dinamarca e na capital da Groenlândia, pedindo que Trump respeite o direito da ilha de decidir seu futuro.

Trump sustenta que a Groenlândia é estratégica para a segurança dos EUA por sua localização no Ártico e por suas reservas minerais, e não descartou o uso da força para garantir o controle do território.

Com informações de Gazeta do Povo