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Ucraniano é preso na Itália sob suspeita de coordenar explosão nos gasodutos Nord Stream

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Autoridades italianas detiveram nesta quinta-feira (21) o cidadão ucraniano Sergiy K., apontado pela Procuradoria Geral da Alemanha como um dos articuladores da explosão que danificou os gasodutos Nord Stream 1 e 2, no mar Báltico, em 26 de setembro de 2022.

A prisão ocorreu na província de Rimini, em cumprimento a um mandado europeu expedido pelo Tribunal Federal de Justiça da Alemanha, órgão que conduz a investigação. Após a detenção, o suspeito deverá ser transferido para território alemão para prestar depoimento perante um juiz.

Acusações

Sergiy K. é investigado por provocar explosão, destruir infraestrutura energética e cometer sabotagem contrária à Constituição alemã, crimes tipificados no artigo 88 do Código Penal da Alemanha. Segundo a promotoria, ele não apenas participou, mas coordenou a operação que inutilizou parte dos dutos.

Modus operandi

De acordo com os investigadores, o grupo responsável pelo ataque — composto exclusivamente por cidadãos ucranianos com vínculos com as Forças Armadas da Ucrânia — utilizou um iate à vela alugado no porto de Rostock, no norte da Alemanha, com documentos falsificados. A embarcação teria transportado os explosivos até uma área próxima à ilha sueca de Bornholm, onde os gasodutos passam.

Consequências do atentado

A explosão deixou o Nord Stream 2 completamente fora de operação e causou danos severos ao Nord Stream 1. Na data do ataque, nenhum dos dutos transportava gás: o Nord Stream 2 nunca havia sido inaugurado, enquanto o Nord Stream 1 estava com o fluxo interrompido pela russa Gazprom em meio à crise energética desencadeada pela invasão da Ucrânia.

Ucraniano é preso na Itália sob suspeita de coordenar explosão nos gasodutos Nord Stream - Imagem do artigo original

Imagem: ANATOLY MALTSEV via gazetadopovo.com.br

Primeira medida pública

A captura de Sergiy K. representa a primeira ação formal divulgada desde o início da investigação. Até então, as autoridades alemãs vinham mantendo sigilo sobre o andamento do processo, apesar de informações extraoficiais publicadas pela imprensa local.

Ainda não está claro se o governo ucraniano tinha conhecimento da operação. A investigação prossegue na Alemanha para determinar a possível participação de outras pessoas e eventuais responsabilidades institucionais.

Com informações de Gazeta do Povo