O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, que optou por não respaldar a opositora venezuelana María Corina Machado para assumir o comando da Venezuela porque receou uma crise semelhante à vivida no Iraque após a queda de Saddam Hussein, em 2003.
“Bem, se vocês se lembram de um lugar chamado Iraque, onde todo mundo foi demitido — a polícia, os generais, absolutamente todos —, aquilo acabou virando o Estado Islâmico”, declarou Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida para o fim de semana. O comentário foi reproduzido pela CNN.
Apesar da justificativa, o republicano elogiou María Corina, que o visitou na quinta-feira, 15, e lhe entregou a medalha recebida com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. “Tive uma ótima reunião com alguém por quem tenho muito respeito. Ela obviamente respeita a mim e ao nosso país, e me deu o Prêmio Nobel dela”, relatou. Ele afirmou ter aceitado a condecoração porque a líder opositora disse que Trump “encerrou oito guerras” e merecia a homenagem.
Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, durante operação militar norte-americana, Trump tem declarado que María Corina não dispõe do “apoio nem respeito necessários” dentro da Venezuela para chefiar o governo. O presidente norte-americano negocia atualmente com a dirigente interina Delcy Rodríguez, a quem definiu como “pessoa fantástica” na quarta-feira, 14.
Em entrevista à Fox News depois do encontro na Casa Branca, María Corina reiterou o desejo de um dia governar o país: “A missão é transformar a Venezuela nessa terra de graça, e acredito que serei eleita presidente no momento certo. Quando chegar a hora, serei a primeira mulher eleita presidente da Venezuela”.
Com informações de Gazeta do Povo