Desde que reassumiu a Casa Branca em janeiro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou bombardeios no Iêmen, Somália, Iraque, Irã, Síria e Nigéria, além de comandar a operação que prendeu o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, no último fim de semana. A sucessão de ações militares reaqueceu o debate sobre quais países podem ser os próximos alvos de Washington.
México
Trump impôs tarifas ao vizinho do sul e classificou cartéis mexicanos como organizações terroristas, abrindo caminho legal para eventuais ataques dentro do território mexicano. No domingo (4), a bordo do Air Force One, o republicano afirmou que “o México precisa se organizar” para conter o fluxo de fentanil para os EUA e voltou a dizer que “algo terá de ser feito”.
Groenlândia
O presidente retoma a ideia, ventilada desde seu primeiro mandato (2017-2021), de anexar a ilha autônoma da Dinamarca, rica em recursos naturais. “Precisamos da Groenlândia; ela é estratégica”, disse no domingo. Na segunda-feira (5), o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, reforçou na CNN que o território “deveria fazer parte dos Estados Unidos” por razões de segurança na região do Ártico. Em dezembro, o governador da Louisiana, Jeff Landry, foi nomeado enviado especial para a ilha e declarou que trabalharia para torná-la estado americano.
Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, já enfrenta sanções econômicas de Washington, teve o visto revogado e perdeu ajuda financeira norte-americana. Antes da captura de Maduro, Trump chamou Petro de “traficante” e indicou que ele poderia ser o próximo alvo na ofensiva antidrogas. No domingo, voltou a chamá-lo de “homem doente” que “gosta de produzir cocaína” e afirmou que uma operação na Colômbia “parece ótima”.
Irã
Em junho do ano passado, os EUA destruíram instalações de enriquecimento de urânio durante confronto de 12 dias entre Israel e Irã. Agora, Trump ameaça nova intervenção caso o regime dos aiatolás intensifique a repressão a manifestantes. “Se começarem a matar pessoas como no passado, serão duramente atingidos”, declarou.
Cuba
Embora Trump tenha afirmado não planejar ação imediata porque o “regime comunista está prestes a cair”, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse à NBC que a hipótese não está descartada. No sábado (3), Rubio chegou a alertar: “Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, estaria preocupado”.
Com os EUA reforçando seu poderio militar em diferentes frentes, aliados e adversários observam atentamente os próximos passos de Washington.
Com informações de Gazeta do Povo