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Trump revela adesões à força-tarefa no Estreito de Ormuz e cobra aliados da Otan

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Washington (16.mar.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que “alguns países” concordaram em participar de uma coalizão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde a última rodada de ataques aéreos norte-americanos.

Durante entrevista coletiva na Casa Branca, o republicano criticou a “falta de entusiasmo” de parte dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) diante do pedido norte-americano por apoio militar na região. “Por muito tempo protegemos esses países. Agora vemos quem realmente está disposto a retribuir”, declarou.

Participação mantida em sigilo

Trump afirmou que preservará, por enquanto, a identidade dos governos que aderiram ao esforço “para que não se tornem alvo”. Segundo ele, o secretário de Estado, Marco Rubio, divulgará em breve a lista oficial dos participantes.

O presidente relatou conversas com o colega francês, Emmanuel Macron, que teria sinalizado “alguma disposição” em contribuir, e com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que “se reuniria com sua equipe para tomar uma decisão”.

Questionado sobre a resistência europeia, Trump lembrou que ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem em Bruxelas para discutir a segurança da via marítima, mas, segundo ele, mostram-se “relutantes” em reforçar a frota já presente no Golfo.

Ameaça à infraestrutura iraniana

Trump também voltou a ameaçar bombardear oleodutos na ilha iraniana de Kharg, ponto central da indústria petrolífera do país. “Podemos destruir tudo ali em cinco minutos, se for preciso”, afirmou. Na semana passada, forças norte-americanas atacaram alvos militares na ilha, poupando instalações de petróleo para evitar impacto adicional no mercado global.

Incerteza sobre liderança iraniana

O presidente norte-americano disse ainda desconhecer quem comanda o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei. Segundo Trump, o sucessor Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, não aparece em público desde a nomeação. “Muitos dizem que ele está gravemente ferido ou até morto; ninguém sabe ao certo”, afirmou.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, foi adotado por Teerã como retaliação aos bombardeios dos EUA. A Casa Branca pressiona parceiros internacionais a enviar navios-varredores e equipes de desminagem para garantir a navegação na área.

Com informações de Gazeta do Povo