O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 23 de janeiro que o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não participará mais do Conselho de Paz para Gaza, órgão que a Casa Branca vem articulando para reunir lideranças internacionais.
Em publicação na rede Truth Social, Trump comunicou ao premiê: “Prezado primeiro-ministro Carney, informo que o Conselho de Paz está retirando o convite para que o Canadá participe do que será o Conselho de Líderes mais prestigioso já formado”.
A decisão ocorre em meio a atritos diplomáticos entre Washington e Ottawa. Carney vinha demonstrando cautela quanto ao escopo e à governança do conselho, solicitando garantias de transparência e definição de mandato antes de confirmar a adesão canadense.
Analistas interpretam o gesto como tentativa do governo Trump de reduzir a presença de dirigentes que possam questionar ou influenciar as diretrizes do novo foro. Até o momento, segundo a Casa Branca, 35 chefes de Estado e de governo aceitaram integrar o grupo, embora a lista completa não tenha sido divulgada.
Governos europeus também pediram mais detalhes sobre a iniciativa antes de oficializar participação. Na véspera, Trump afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em aderir ao conselho, informação que ainda não foi confirmada pelo Kremlin.
Carney, que discursou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, não comentou publicamente a revogação do convite até o fechamento desta edição.
Com informações de Gazeta do Povo