Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta sexta-feira (13) que a Rússia pode estar oferecendo “um pouco” de apoio ao Irã na guerra em curso no Oriente Médio, palco de operações militares conduzidas por forças americanas e israelenses contra instalações ligadas ao regime de Teerã.
Em entrevista à Fox News, Trump comentou os relatos de colaboração russa: “Acho que eles podem estar ajudando um pouco, sim, e provavelmente acham que nós estamos ajudando a Ucrânia, não é?”. O presidente acrescentou que a China poderia fazer avaliação semelhante sobre o envolvimento norte-americano em outros cenários de conflito.
Compartilhamento de informações militares
Nos últimos dias, veículos de imprensa dos EUA noticiaram que Moscou teria repassado dados que permitiram ao Irã localizar bases militares americanas no Oriente Médio. Segundo essas publicações, as informações teriam sido empregadas em ataques com mísseis e drones lançados por Teerã contra posições dos EUA na região.
Apesar das suspeitas, integrantes do governo norte-americano vêm minimizando o impacto desse possível apoio. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou recentemente que Rússia e China “não são realmente um fator” na campanha contra o Irã e que as forças dos Estados Unidos estão preparadas para enfrentar qualquer ameaça adicional.
Alerta do Reino Unido
Nesta quinta-feira (12), o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, declarou haver indícios de influência russa nas táticas militares empregadas pelo Irã. Para Healey, a “mão oculta” do presidente Vladimir Putin pode estar por trás de parte das estratégias adotadas por Teerã em resposta às ofensivas norte-americanas e israelenses.
Flexibilização temporária sobre petróleo russo
A manifestação de Trump ocorreu após o Departamento do Tesouro anunciar um alívio temporário em algumas restrições ao petróleo russo, medida que busca conter o impacto do conflito nos preços da energia.
Não há, até o momento, confirmação oficial de que a Rússia tenha fornecido armamentos ou tropas ao Irã, mas autoridades dos EUA e do Reino Unido seguem monitorando possíveis colaborações de Moscou no teatro de operações do Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo