Washington (23.fev.2026) – Três dias após a Suprema Corte suspender parte de seu pacote tarifário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a decisão e anunciou que elevará de 10% para 15% a alíquota sobre as importações de países sem acordo comercial específico com Washington.
Em publicação na rede Truth Social nesta segunda-feira (23), o republicano classificou o veredito do tribunal como “ridículo” e afirmou que os magistrados, “por completo desrespeito”, acabaram lhe conferindo “mais poder e força” para aplicar taxas. Trump prometeu usar as tarifas de forma “muito mais poderosa e desagradável”.
Tarifa global passa a valer já na terça-feira
No sábado (22), o presidente confirmou a nova alíquota de 15%, que entra em vigor nesta terça-feira (24). Na sexta-feira (20), logo após o revés na Suprema Corte, ele havia sinalizado uma cobrança de 10% sobre todos os bens importados, agora substituída pela taxa maior.
O aumento terá validade inicial de 150 dias, conforme a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que autoriza tarifas temporárias em casos de déficits comerciais graves. Depois desse período, o Congresso precisará aprovar eventual prorrogação.
Acordos bilaterais permanecem intocados
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou à ABC News que os pactos já firmados continuam em vigor. Assim, Reino Unido, União Europeia, Suíça, Japão, Coreia do Sul e Vietnã ficam fora da nova tarifa de 15%.
Brasil ganha alívio temporário
A decisão da Suprema Corte favoreceu, ainda que provisoriamente, o Brasil, alvo no ano passado de sobretaxas que chegaram a 50% em meio a tensões diplomáticas. Em abril de 2025, Trump havia aplicado uma “tarifa recíproca” de 10% e, em julho, comunicou ao governo Lula uma sobretaxa adicional de 40%; ambas foram atingidas pelo julgamento de sexta-feira.
Com informações de Gazeta do Povo