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Trump quer retomar o nome “Departamento de Guerra” para o Pentágono

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Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pretende substituir o atual nome do Departamento de Defesa por Departamento de Guerra, denominação usada oficialmente até 1947.

A afirmação foi feita na última segunda-feira (25), durante reunião no Salão Oval com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. “Como Departamento de Guerra, ganhamos tudo. Acho que precisamos voltar a isso dentro de alguns dias ou semanas”, disse Trump.

Processo de mudança

Para restaurar a nomenclatura, seria necessário um ato do Congresso. Um funcionário da Casa Branca, porém, informou ao jornal Wall Street Journal que o governo analisa alternativas legais para realizar a alteração sem depender diretamente do Legislativo.

Conforme a publicação, o Pentágono começou a elaborar propostas legislativas nas primeiras semanas do segundo mandato de Trump. Uma das ideias é pedir ao Congresso autorização para retomar o antigo nome e o título de seu secretário em caso de emergência nacional.

Antecedentes

Em junho, Trump declarou que o termo “secretário de Guerra” havia sido trocado por “secretário de Defesa” por “motivos de correção política”. No mês passado, voltou ao tema em sua rede Truth Social, referindo-se ao atual chefe do Pentágono, Pete Hegseth, como “secretário de Guerra”.

Origem e evolução do órgão

O Departamento de Guerra foi criado em agosto de 1789, durante o governo de George Washington, com Henry Knox como primeiro secretário. Até 1947, a pasta supervisionava o Exército, enquanto o Departamento da Marinha cuidava das forças navais e dos fuzileiros.

Em 1947, o presidente Harry S. Truman unificou os Departamentos da Marinha e da Guerra no Estabelecimento Militar Nacional, por meio da Lei de Segurança Nacional. Dois anos depois, o Congresso alterou a legislação e adotou o nome Departamento de Defesa, vigente até hoje.

Segundo o historiador Richard H. Kohn, da Universidade da Carolina do Norte, a mudança buscava refletir a ampliação das atribuições do órgão — que passaram a incluir política externa, inteligência e segurança nacional — e destacar a ideia de defesa, não de agressão.

Com informações de Gazeta do Povo