A caminho da Coreia do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (29.out.2025) que Washington ajudará a Jamaica a se recuperar dos estragos causados pelo furacão Melissa, classificado pelas autoridades locais como a “tempestade do século”.
“Por razões humanitárias, temos de fazer isso. Estamos monitorando de perto e prontos para agir. O furacão está causando danos tremendos”, declarou o republicano a bordo do Air Force One com destino a Seul.
Jamaica em “zona de catástrofe”
Na terça-feira (28.out), o primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, decretou estado de catástrofe nacional. Segundo o ministro de Desenvolvimento Comunitário e responsável pela resposta a desastres, Desmond McKenzie, foram registradas inundações generalizadas, deslizamentos de terra e danos severos a hospitais, estradas e outras infraestruturas críticas.
O furacão Melissa alcançou a ilha caribenha na terça com ventos de até 295 km/h, chuvas torrenciais e forte ressaca. O olho do fenômeno tocou terra às 12h02 (14h de Brasília) no distrito de Westmoreland, fronteira com Saint Elizabeth, atingindo principalmente o sudoeste jamaicano.
Categoria 5 inédita desde 2019
Melissa foi o primeiro furacão de categoria 5 no Atlântico desde Dorian, em 2019, superando em intensidade o Katrina, que devastou o sul dos EUA em 2005. Já enfraquecido para categoria 3, o sistema avançou sobre o leste de Cuba na manhã desta quarta-feira, provocando inundações e novos deslizamentos.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), o fenômeno tocou solo cubano com ventos próximos a 195 km/h próximo à cidade de Chivirico, nas proximidades de Santiago de Cuba. Autoridades locais informaram que mais de 700 mil pessoas foram deslocadas para abrigos.
O governo cubano classificou Melissa como “extremamente perigoso” em razão do risco de enchentes repentinas, deslizamentos de terra, avanço do mar em áreas costeiras baixas, além de possíveis rompimentos de barragens.
Não há, até o momento, balanço definitivo de vítimas ou prejuízos financeiros.
Com informações de Gazeta do Povo