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Trump pede que aliados da Otan suspendam compra de petróleo russo e adotem novas sanções

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Dias após um ataque de drones russos atingir o espaço aéreo da Polônia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste sábado (13) uma carta aberta aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) defendendo sanções adicionais contra Moscou e o fim das importações de petróleo russo pelos aliados.

“Estou pronto para impor grandes sanções à Rússia quando todas as nações da Otan concordarem e começarem a fazer o mesmo, e quando todas as nações da Otan pararem de comprar petróleo da Rússia”, escreveu o líder norte-americano em seu perfil na rede Truth Social.

Trump criticou a postura dos parceiros europeus, afirmando que o comprometimento da aliança “tem sido muito inferior a 100%” e classificou como “chocante” a manutenção das compras de energia russa por alguns membros. Segundo ele, essa prática enfraquece a capacidade de pressão do bloco sobre o Kremlin.

Na mensagem, o presidente também avaliou que sanções apenas ao governo de Vladimir Putin não bastam para alcançar um cessar-fogo na Ucrânia. Trump sustentou que a China exerce forte influência sobre Moscou e sugeriu que a Otan, como grupo, imponha tarifas entre 50% e 100% sobre produtos chineses, retirando-as somente após o fim da guerra.

Ele acrescentou que o conflito iniciado em fevereiro de 2022 não teria ocorrido se estivesse na Casa Branca naquele momento. “Esta não é a guerra de Trump (nunca teria começado se eu fosse presidente!), é a guerra de Biden e Zelensky”, afirmou, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos à época, Joe Biden, e ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O chefe do Executivo norte-americano concluiu a carta dizendo que, caso a Otan siga suas recomendações, a guerra terminará rapidamente, poupando “milhares de vidas russas e ucranianas”. Caso contrário, avaliou que os aliados estariam desperdiçando tempo, energia e recursos dos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo