WASHINGTON (04.fev.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira que o governo federal deveria supervisionar as eleições de meio de mandato, passo que, segundo ele, garantiria “votação honesta” em todo o país.
Ao lado de aliados republicanos no Salão Oval, durante a assinatura de um projeto de lei que reabriu o governo após breve paralisação, Trump afirmou que algumas administrações estaduais “não conseguem realizar uma eleição” sem irregularidades. “Se um estado não consegue fazer isso, acho que as pessoas que me apoiam deveriam agir”, declarou.
Nos Estados Unidos, a gestão do processo eleitoral é responsabilidade dos estados e de autoridades locais, conforme determina a Constituição. O papel de Washington costuma limitar-se a definir regras gerais de financiamento de campanha e direitos civis. A proposta de “nacionalizar” o pleito levantada pelo presidente contraria esse modelo descentralizado.
Trump citou Detroit (Michigan), Filadélfia (Pensilvânia) e Atlanta (Geórgia) – todas governadas por democratas – como exemplos de locais que estariam “tomados por corrupção eleitoral”. Ele não apresentou provas para sustentar a acusação. “O governo federal não deveria permitir isso”, insistiu.
A ideia enfrenta críticas de governadores, secretários estaduais de eleições e especialistas, que veem risco ao princípio de autonomia dos estados. Mesmo dentro do Partido Republicano há resistência. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (R-Luisiana), tentou amenizar a polêmica, dizendo que Trump exteriorizou “frustração” com a aplicação das leis eleitorais em redutos democratas.
As declarações ocorrem poucos dias depois de agentes do FBI revistarem o principal escritório eleitoral do Condado de Fulton, na Geórgia, em busca de registros relacionados ao pleito presidencial de 2020.
Com informações de Gazeta do Povo