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Trump convoca coalizão internacional contra bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu neste sábado (14/03/2026) a criação de uma coalizão com “muitos países” para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após declaração do novo líder supremo Mojtaba Khamenei.

Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre as nações que, segundo ele, deveriam enviar navios à região “para que o Estreito de Ormuz deixe de ser ameaçado por uma nação totalmente decapitada”.

O ex-presidente afirmou que as forças americanas “já destruíram 100% da capacidade militar do Irã”, mas advertiu que Teerã ainda consegue lançar drones, minas ou mísseis de curto alcance na passagem estratégica. “Enquanto isso, os EUA bombardearão sem cessar a costa e afundarão continuamente navios iranianos. De uma forma ou de outra, em breve conseguiremos que o Estreito de Ormuz esteja ABERTO, SEGURO e LIVRE”, escreveu.

Tensão após bombardeio à Ilha de Kharg

A convocação ocorre um dia depois de Washington anunciar o que descreveu como um dos “bombardeios mais poderosos” do Oriente Médio contra alvos militares na ilha de Kharg, onde é armazenado cerca de 90% do petróleo exportado pelo Irã. Em reação, forças iranianas ameaçaram destruir “toda a infraestrutura petroleira, econômica e energética relacionada aos EUA” no Oriente Médio.

Passagem seletiva de navios

Apesar do bloqueio, Teerã tem autorizado a passagem de embarcações de forma seletiva. De acordo com a agência Reuters, dois navios de gás liquefeito de petróleo (GLP) com bandeira indiana receberam permissão para cruzar o Estreito. Separadamente, o ministro dos Transportes e Infraestrutura da Turquia afirmou que um navio de propriedade turca também pôde atravessar a rota.

A rota marítima, por onde passa grande parte do petróleo transportado globalmente, mantém-se como ponto de alta tensão desde que Khamenei declarou que permaneceria fechada “enquanto continuarem os ataques americanos e israelenses”.

Com informações de Gazeta do Povo