O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, fecharam na quarta-feira (22.jan.2026) um pré-acordo sobre a Groenlândia durante encontro paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. Segundo veículos europeus, o entendimento foi costurado também com a participação do chanceler alemão, Friedrich Merz, e se fundamenta em quatro pontos centrais.
1. Suspensão de novas tarifas
O texto remove a ameaça de impor taxas adicionais a oito países europeus que enviarão soldados à Groenlândia a partir de 1º de fevereiro para exercícios militares liderados pela Dinamarca. A União Europeia, que discutiria respostas possíveis nesta quinta-feira, avaliava adotar o chamado “instrumento anti-coerção” e sobretaxar até € 93 bilhões em produtos americanos.
2. Renegociação do acordo de tropas
Será reaberto o tratado “Defesa: Groenlândia”, em vigor desde 1951 e alterado em 2004, para incluir a instalação do escudo antimísseis Golden Dome na Base Aérea de Thule (Pituffik). Orçado em US$ 175 bilhões, o sistema deve estar operacional até o fim do mandato atual de Trump, em 2029, e tem como objetivo proteger Estados Unidos e Canadá de eventuais ameaças da China ou da Rússia.
3. Controle americano sobre investimentos
Washington passa a ter poder de veto a aportes estrangeiros na ilha, sobretudo de chineses e russos. O presidente americano declarou à CNBC que o arranjo incluirá direito de exploração sobre minerais de terras raras localizados no território dinamarquês.
4. Compromisso europeu com a segurança do Ártico
Países europeus membros da Otan assumem responsabilidade ampliada na defesa da região ártica. Trump sustenta que o deslocamento de navios e submarinos chineses e russos nas proximidades torna essencial a presença ocidental para garantir segurança global.
Soberania dinamarquesa preservada, afirma Frederiksen
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, assegurou nesta quinta-feira que o acordo não questiona a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia. Em comunicado e em entrevistas às emissoras DR e TV2, ela ressaltou que apenas Dinamarca e Groenlândia têm autoridade sobre o território e que a Otan não possui mandato para negociar em nome de ambos. Frederiksen afirmou ainda ter mantido “diálogo estreito” com o governo groenlandês e com Rutte antes e depois da reunião com Trump.
Com informações de Gazeta do Povo