Os Estados Unidos, com apoio de Israel, iniciaram na madrugada de sábado (28) uma operação militar de grandes proporções contra o Irã, atacando mais de mil alvos, entre bases de mísseis, instalações navais e sedes governamentais. A ação, autorizada pelo presidente Donald Trump, eliminou parte expressiva da cúpula política e militar iraniana, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Por que Washington decidiu agir
Segundo a Casa Branca, o Irã mantinha capacidade de atingir forças americanas no exterior e avançava em seu programa nuclear. Em discurso na segunda-feira (2), Trump listou quatro metas principais da operação intitulada Fúria Épica:
- destruir o arsenal de mísseis balísticos do regime;
- neutralizar a Marinha iraniana;
- impedir a obtenção de armas nucleares;
- cortar o apoio de Teerã a grupos armados na região.
A decisão veio após o fracasso de negociações mediadas por Omã e relatórios de inteligência compartilhados por Israel indicando reunião de alto escalão em Teerã no dia do ataque. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que havia risco iminente de retaliação iraniana a uma ofensiva prevista por Israel, o que reforçou o caráter preventivo da ação americana.
Cenários internos para o Irã
Analistas discutem três possíveis desdobramentos após a morte de Khamenei:
- Endurecimento do regime: a Guarda Revolucionária pode assumir o controle e adotar postura ainda mais agressiva.
- Instabilidade prolongada: disputa pelo poder pode levar a crise interna ou até guerra civil.
- Novo espaço para negociação: uma liderança mais pragmática poderia buscar alívio de sanções, hipótese considerada remota por especialistas.
Provisoriamente, um conselho formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholam-Hossein Mohseni-Ejei e o aiatolá Alireza Arafi assumiu o comando do país.
Resposta iraniana e efeito regional
Em retaliação, Teerã bombardeou bases americanas em diversos países do Golfo e incentivou o Hezbollah a atacar o norte de Israel, ampliando o conflito para Líbano, Emirados Árabes, Bahrein, Kuwait e Catar. Israel respondeu com ataques a posições do grupo libanês, matando o chefe de inteligência Hussein Makled.
Especialistas alertam que eventual colapso interno em Teerã pode espalhar armas e fortalecer milícias pró-iranianas, elevando o risco para Israel e monarquias do Golfo.
Repercussão nos Estados Unidos
A ofensiva reacendeu o debate sobre a doutrina America First. Pesquisa da CNN mostra que 58% dos americanos desaprovam os ataques e temem um envolvimento prolongado. Democratas preparam resolução no Congresso para exigir autorização legislativa a novas etapas da campanha, enquanto republicanos defendem a ação como prova de liderança firme.
Com as eleições legislativas de meio de mandato marcadas para 2026, analistas veem possibilidade de impacto eleitoral caso o conflito se estenda ou gere mais baixas americanas.
Até agora, o Pentágono confirmou seis militares dos EUA mortos em retaliações iranianas a 27 bases em nove países.
Com informações de Gazeta do Povo