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Trump lança “Escudo das Américas” com 17 países para combater cartéis e conter China

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou no último fim de semana, em Doral, na Flórida, o Escudo das Américas, uma coalizão militar que reúne 17 nações latino-americanas. O bloco promete usar força conjunta contra cartéis de drogas e redes de tráfico de pessoas, além de criar barreiras à influência da China e da Rússia no continente.

Alvo principal: crime organizado

Formalizado pela Declaração de Doral, o pacto foi comparado por Trump à ofensiva internacional que derrotou o Estado Islâmico. Segundo o governo norte-americano, o esforço concentrará operações no Caribe e no Pacífico, regiões estratégicas para rotas de drogas e de imigrantes ilegais.

Ausências de peso

Brasil, México e Colômbia ficaram fora da lista de signatários. No caso brasileiro, o impasse passa pela recusa de Brasília em rotular facções como PCC e Comando Vermelho de organizações terroristas — classificação defendida por Washington. Diplomatas do país temem que a adoção desse termo abra caminho para eventuais incursões militares norte-americanas em território nacional.

Como funcionará a cooperação

O acordo prevê padronização de treinamentos, intercâmbio de informações de inteligência e apoio logístico. Alguns parceiros, como o Paraguai, já aprovaram acordos que permitem a livre circulação de tropas e equipamentos dos EUA, garantindo que militares estrangeiros sejam julgados apenas pela Justiça americana quando em missão oficial.

Barrar avanço chinês

Além do combate ao narcotráfico, a iniciativa pretende reforçar a posição dos EUA como principal aliado econômico e militar da região. Ao adotar padrões operacionais e regulatórios norte-americanos, Washington espera dificultar investimentos chineses em infraestrutura, energia e redes 5G.

Ação unilateral não está descartada

O secretário de Guerra dos EUA afirmou que o país poderá agir sozinho caso identifique “ameaça iminente”, embora a Casa Branca prefira atuar em conjunto com os signatários do Escudo das Américas.

O pacto militar ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 17 países membros para entrar plenamente em vigor.

Com informações de Gazeta do Povo