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Trump intensifica cerco a Cuba e prevê queda rápida do regime de Havana

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Washington voltou a colocar Cuba no centro de sua política externa. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o regime de Havana pode ruir “no curto prazo” e indicou que a Casa Branca trabalha em diversos cenários de transição. “Pode ser ou não uma tomada de controle amigável”, declarou o republicano a repórteres.

A nova ofensiva ocorre paralelamente à guerra no Oriente Médio e sucede a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no início de janeiro. A queda do aliado regional de Havana reforçou a convicção, dentro do governo norte-americano, de que Cuba é o próximo alvo prioritário.

Pressão econômica e cortes de combustível

Desde o primeiro mandato (2017-2021), Trump classificou a derrubada do regime cubano como objetivo estratégico. De volta ao poder, ele conta com o secretário de Estado Marco Rubio — filho de imigrantes cubanos — para coordenar as iniciativas. Até agora, Washington interrompeu o envio de petróleo venezuelano à ilha, anunciou tarifas a países que abasteçam Havana e enquadrou Cuba como ameaça à segurança dos EUA por colaborar militarmente com Rússia, China e o grupo Hezbollah.

As sanções intensificaram a crise econômica local, provocando apagões e escassez de combustível. O governo de Miguel Díaz-Canel foi obrigado a impor racionamento em vários serviços essenciais.

Negociação de saída e possível força-tarefa jurídica

Reportagem do USA Today revelou que a Casa Branca avalia um acordo que incluiria a renúncia de Díaz-Canel, a permanência da família Castro na ilha e a definição de novas regras para portos, energia e turismo. Fontes ouvidas pelo jornal descrevem a proposta como uma “transição pactuada”, ainda sem confirmação oficial.

Caso a via diplomática fracasse, Washington estuda repetir o modelo aplicado na Venezuela. Segundo o Washington Post, o Departamento de Justiça prepara uma força-tarefa para investigar autoridades cubanas e levantar possíveis acusações federais, estratégia semelhante à que levou Maduro aos Estados Unidos para responder por tráfico internacional de drogas.

Aliados regionais reforçam isolamento

No fim de semana, Trump lançou em Miami o plano “Escudo das Américas”, aliança antidrogas apoiada por 17 governos latino-americanos de direita. A iniciativa pode servir de plataforma para futuras operações pontuais, segundo fontes do Tesouro.

A pressão ganhou respaldo no Equador, onde o presidente Daniel Noboa expulsou diplomatas cubanos após acusar Havana de ingerência política. Na Argentina, o presidente Javier Milei — principal parceiro ideológico de Trump na região — voltou a criticar o regime cubano durante evento com investidores em Nova York nesta terça-feira (10).

Enquanto isso, o secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas reservadas com figuras influentes do governo insular, incluindo um neto de Raúl Castro, a fim de pavimentar a sucessão caso o plano de transição avance.

O governo norte-americano não divulga prazos nem detalhes adicionais, mas fontes da administração asseguram que “Cuba vive seus últimos momentos” sob a atual liderança.

Com informações de Gazeta do Povo