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Trump impõe saída de Miguel Díaz-Canel como pré-requisito para avanço nas negociações com Cuba, aponta NYT

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O governo dos Estados Unidos condicionou qualquer progresso nas conversas diplomáticas com Cuba à substituição do líder cubano Miguel Díaz-Canel, segundo reportagem do jornal The New York Times publicada nesta segunda-feira (16). Fontes envolvidas nas tratativas afirmaram que representantes de Washington transmitiram a negociadores de Havana que não haverá avanços enquanto o atual dirigente continuar no cargo.

De acordo com o Times, a posição foi apresentada em encontros recentes que debateram o futuro político e econômico da ilha, mergulhada na pior crise desde a revolução de 1959. A proposta norte-americana, neste momento, não inclui a derrubada integral do regime comunista, mas exige a saída de Díaz-Canel para que acordos mais amplos possam ser discutidos.

Integrantes da administração Trump avaliam que a remoção do presidente cubano abriria caminho para reformas estruturais, entre elas maior participação de empresas privadas e investimento estrangeiro — mudanças consideradas improváveis sob a atual liderança, vista por Washington como ligada à ala mais conservadora do regime.

Segundo as fontes citadas, não foi solicitada ação específica contra membros da família Castro, que ainda exercem influência política na ilha. A estratégia mira concessões pontuais que facilitem a abertura econômica, além da libertação de presos políticos e da substituição de dirigentes alinhados à ideologia de Fidel Castro.

Nos últimos meses, os EUA intensificaram a pressão sobre Havana, restringindo o envio de petróleo e endurecendo sanções econômicas. A escassez de energia provocou protestos em várias regiões cubanas, agravando a crise interna.

Nesta segunda-feira, na Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a criticar o regime cubano e declarou acreditar que terá “a honra de tomar Cuba e libertar a ilha”. Ele afirmou que o país está enfraquecido após anos de dificuldades econômicas e indicou que Washington pode desempenhar papel decisivo no futuro político cubano.

Miguel Díaz-Canel reconheceu recentemente que existem conversas em curso com autoridades norte-americanas, mas não comentou as exigências relatadas pelo jornal.

Com informações de Gazeta do Povo