O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada desta terça-feira (3) que o governo federal vai requerer uma indenização de US$ 1 bilhão da Universidade de Harvard por “perdas e danos”. Segundo o republicano, a instituição é “extremamente antissemita” e vem “alimentando” o jornal The New York Times com informações falsas sobre o embate judicial entre as partes.
Trump reagiu a uma reportagem do diário norte-americano que afirmava que Washington teria desistido de cobrar US$ 200 milhões de Harvard para encerrar os processos em curso. “A matéria está completamente errada”, escreveu o presidente em uma rede social. “Harvard se comporta muito mal há muito tempo. Agora exigiremos US$ 1 bilhão e não queremos ter mais nada a ver com a universidade”, acrescentou.
Origem da disputa
O confronto começou no início do segundo mandato de Trump, quando a Casa Branca congelou mais de US$ 2 bilhões em verbas federais destinadas à instituição, acusando-a de praticar políticas antissemitas. A decisão atingiu também outras universidades, mas acabou suspensa pela Justiça.
Em 2025, o governo determinou que Harvard revisasse critérios de admissão e contratação para retirar o que chamou de “agenda woke”. A universidade recusou a exigência, e o bloqueio dos recursos foi mantido. Harvard entrou então com uma ação judicial, alegando que o corte prejudicava pesquisas médicas, científicas e tecnológicas.
Na mesma época, a administração Trump tentou impedir a matrícula de estudantes estrangeiros na universidade; a iniciativa também foi barrada pelos tribunais.
Com a escalada das disputas, o governo passou a negociar um possível acordo. De acordo com o The New York Times, a cobrança seria reduzida para US$ 200 milhões — versão que a Casa Branca agora descarta ao elevar a demanda para US$ 1 bilhão.
Até o momento, Harvard não se pronunciou sobre a nova exigência financeira divulgada pelo presidente.
Com informações de Gazeta do Povo