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Trump anuncia envio de navio-hospital à Groenlândia e irrita governo dinamarquês

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Washington, 22 fev. 2026 – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou no sábado (21) que o navio-hospital USNS Mercy já está a caminho da Groenlândia em uma “missão humanitária” destinada, segundo ele, a “cuidar de muitos que estão doentes e não estão sendo cuidados lá”. A iniciativa provocou reação imediata de Copenhague, que classificou o envio como desnecessário.

Em publicação na sua rede Truth Social, Trump divulgou a operação como coordenada com o governador da Louisiana, Jeff Landry, e acompanhou a mensagem de uma imagem da embarcação em meio a montanhas geladas – foto que aparenta ter sido produzida por inteligência artificial.

Reação de Copenhague

No domingo (22), o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, rejeitou a proposta norte-americana. “A população da Groenlândia já recebe a atenção médica necessária no próprio território dependente da Coroa da Dinamarca. Não há necessidade de iniciativas especiais de saúde”, declarou.

A primeira-ministra Mette Frederiksen reforçou a posição. “Estou feliz por viver em um país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos, sem depender de seguro ou riqueza”, afirmou, em crítica indireta ao sistema de saúde dos EUA, baseado majoritariamente em planos privados.

Possível estopim

Horas antes do anúncio de Trump, o Comando Ártico da Dinamarca realizou a evacuação de um tripulante norte-americano de um submarino para atendimento de emergência em Nuuk, capital groenlandesa. Copenhague tratou o episódio como rotina, mas analistas apontam que o incidente pode ter motivado a reação do republicano.

Disputa estratégica

Com posição geográfica considerada chave pela OTAN, a Groenlândia abriga a Base Espacial Pituffik, responsável por monitorar lançamentos de mísseis intercontinentais. Trump já manifestou publicamente o desejo de ver Washington assumir o controle do território. “Se houver uma guerra, muitas ações ocorrerão nesse pedaço de gelo”, disse o ex-presidente, sustentando que apenas os EUA teriam condições de garantir a defesa da ilha.

A tensão em torno do Ártico cresce em meio à expansão militar russa e ao interesse econômico chinês na região, fatores que reforçam a importância estratégica do território para aliados ocidentais.

Com informações de Gazeta do Povo