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Trump afirma que Putin está disposto a assinar acordo de paz, mas Zelensky resiste

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Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à agência Reuters, na quarta-feira (14), que o líder russo Vladimir Putin está “pronto para fazer um acordo” que encerre a guerra na Ucrânia, mas o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky seria o principal obstáculo a um cessar-fogo.

“Precisamos que o presidente Zelensky concorde com isso”, disse Trump, sem detalhar as condições discutidas. “Acho que Putin está pronto para um acordo. Acho que a Ucrânia está menos pronta”, acrescentou. Questionado sobre o que impede o entendimento, o republicano foi direto: “Zelensky”.

Trump também foi indagado sobre a possibilidade de Washington compartilhar informações de inteligência como garantia de segurança para Kiev. “Se pudermos fazer algo, ajudaremos”, respondeu. Segundo ele, as forças envolvidas estariam perdendo “30 mil soldados por mês, entre Ucrânia e Rússia”. O presidente norte-americano acrescentou que a Europa deve contribuir para esse esforço.

Resposta de Moscou

O Kremlin endossou a avaliação de Trump. “Nisso podemos estar de acordo. É efetivamente assim”, declarou o porta-voz Dmitri Peskov, em teleconferência com jornalistas. Ele afirmou que “a situação piora a cada dia para o regime de Kiev” e que “a janela para a tomada de decisões está se fechando”. Até o momento, Zelensky não comentou as declarações.

Planos de paz sobre a mesa

Em novembro, Trump apresentou um plano de 28 pontos que prevê, entre outros itens, o reconhecimento internacional da Crimeia, de Lugansk e de Donetsk como territórios russos; a limitação das Forças Armadas ucranianas a 600 mil militares (hoje cerca de 900 mil); e a inclusão, na Constituição da Ucrânia, de uma cláusula de não adesão à Otan. Em troca, Kiev receberia garantias de segurança contra futuras invasões.

Na véspera de Natal, após negociações com os EUA, Zelensky apresentou uma contraproposta de 20 pontos. O documento não abre mão da eventual entrada na Otan nem reconhece a soberania russa sobre áreas ocupadas. Entre as opções listadas estão: congelar a linha de frente atual em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson, ou desmilitarizar a zona de Donetsk ainda controlada pela Ucrânia – sob proteção de tropas internacionais e após referendo nacional.

Moscou ainda não divulgou resposta definitiva à oferta ucraniana, mas disse que o texto “dista radicalmente” do que vinha sendo debatido com Washington.

Com informações de Gazeta do Povo