O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 28 de dezembro de 2025, ter mantido uma “conversa telefônica muito produtiva” com o líder russo Vladimir Putin poucas horas antes de receber o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Mar-a-Lago, na Flórida.
De acordo com postagem feita pelo republicano em sua rede Truth Social, o encontro com Zelensky está marcado para as 13h (horário local) na sala de jantar principal da residência, com acesso liberado à imprensa.
Plano de paz em pauta
Trump e Zelensky devem discutir o plano de paz patrocinado por Washington, que foi elaborado em conjunto pela Ucrânia, Estados Unidos e parceiros europeus. A proposta inclui:
- pacto de não agressão entre Moscou e Kiev;
- garantias de segurança para a Ucrânia;
- adesão ucraniana à União Europeia em médio prazo;
- compromisso mútuo de não realizar ataques.
Zelensky, entretanto, sustenta que os bombardeios russos em curso indicam falta de disposição de Putin para firmar a paz.
Maratona diplomática ucraniana
Antes de voar para os Estados Unidos, o líder ucraniano esteve no Canadá, onde se encontrou com o primeiro-ministro Mark Carney. Para o chefe de governo canadense, as tratativas vivem um momento “crucial”, mas exigem “vontade” do Kremlin.
A ofensiva diplomática de Zelensky incluiu ainda conversas telefônicas com o chanceler alemão Friedrich Merz, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, o primeiro-ministro estoniano Kristen Michal, o presidente finlandês Alexander Stubb e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Segundo o governo ucraniano, dois temas permanecem como principais pontos de atrito entre Kiev e Washington: o futuro da região de Donbass e o controle da usina nuclear de Zaporizhzhya, ocupada pela Rússia.
Negociações paralelas
Na semana anterior, representantes norte-americanos e ucranianos reuniram-se em Miami para detalhar as garantias de segurança que serão oferecidas a Kiev e discutir a recuperação econômica do país após o conflito, com foco em prazos e próximos passos.
Trump tem concentrado seu segundo mandato em iniciativas para encerrar conflitos internacionais e considera o avanço do acordo russo-ucraniano uma de suas prioridades.
Com informações de Gazeta do Povo