O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o “novo presidente do Irã” solicitou um cessar-fogo na guerra iniciada em 28 de fevereiro contra forças americanas e israelenses. Segundo o republicano, o pedido só será analisado depois que Teerã reabrir o Estreito de Ormuz, rota que antes do conflito concentrava cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
“Consideraremos a questão quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, vamos bombardear o Irã até a sua destruição, ou, como se diz, de volta à Idade da Pedra”, escreveu Trump na rede Truth Social.
O mandatário prometeu fornecer mais detalhes em pronunciamento televisionado às 22h (horário de Brasília) desta quarta-feira. Até o momento, o governo iraniano não comentou a declaração.
Identidade do “novo presidente” é incerta
Trump não esclareceu quem seria o líder que apresentou o pedido. O cargo de presidente do Irã é ocupado desde 2024 por Masoud Pezeshkian. Durante o atual conflito, o líder supremo Ali Khamenei foi morto no primeiro dia de combates e substituído por seu filho, Mojtaba Khamenei, com quem Washington, segundo Trump, não negocia.
Setores da imprensa norte-americana especulam que os EUA pretendem alçar o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, à liderança do país, hipótese negada pelo próprio congressista.
Mensagens indiretas
Na terça-feira (31), o chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou que Teerã não mantém diálogo direto com Washington. Contudo, confirmou o recebimento de recados transmitidos por intermediários do enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. “Negociação é quando dois países se envolvem em conversas para chegar a um acordo, e isso não existe entre nós e os Estados Unidos”, declarou Araghchi à emissora Al Jazeera.
Com informações de Gazeta do Povo