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Trump afirma que decisão sobre territórios é da Ucrânia e que EUA não negociarão por Kiev

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (15) que qualquer decisão a respeito de uma eventual cessão de territórios à Rússia deverá ser tomada exclusivamente pela Ucrânia. A afirmação foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, pouco antes de Trump viajar para Anchorage, no Alasca, onde se encontrará com o líder russo Vladimir Putin.

“As questões territoriais serão discutidas, mas quem precisa decidir é a Ucrânia. Não estou aqui para negociar em seu lugar”, disse o republicano. Ele acrescentou que os recentes ataques russos parecem ter o objetivo de pressionar Kiev por um acordo mais favorável a Moscou. “Isso me incomoda e vou conversar com Putin sobre o assunto”, acrescentou.

Questionado sobre garantias de segurança à Ucrânia, Trump afirmou que a possibilidade existe, “talvez junto com a Europa e outros países”, mas descartou a adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “Há certas coisas que simplesmente não vão acontecer”, comentou.

O presidente voltou a ameaçar sanções “severas” contra Moscou caso o Kremlin não demonstre disposição para negociar seriamente o fim da guerra, que já dura mais de três anos.

Encontro no Alasca

Trump e Putin deverão se reunir ainda hoje na Base Elmendorf-Richardson, em Anchorage. Esta será a primeira conversa presencial entre os dois líderes desde 2019 e o primeiro encontro de alto nível entre Washington e Moscou desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022.

Trump afirma que decisão sobre territórios é da Ucrânia e que EUA não negociarão por Kiev - Imagem do artigo original

Imagem: Bruno Sznajderman via gazetadopovo.com.br

Ao anunciar a viagem em sua rede social Truth Social, Trump escreveu: “MUITO ESTÁ EM JOGO!!!”. A delegação norte-americana inclui o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o secretário do Comércio, Howard Lutnick; o diretor da CIA, John Ratcliffe; a chefe de gabinete, Susie Wiles; a secretária de imprensa, Karoline Leavitt; e o enviado especial Steve Witkoff, que vem conduzindo conversas preliminares em Moscou.

Durante a campanha que o levou de volta à Casa Branca, Trump prometeu encerrar o conflito em 24 horas, mas depois reconheceu que alcançar a paz “é mais difícil do que imaginava”. Agora, afirma buscar ao menos um cessar-fogo que abra caminho para um acordo definitivo com participação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Com informações de Gazeta do Povo