O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quinta-feira (18) algumas emissoras de televisão do país de atuarem como “braço do Partido Democrata” e de promoverem uma cobertura sistematicamente desfavorável à sua gestão.
Falando a jornalistas a bordo do Força Aérea Um durante o retorno de uma visita de Estado ao Reino Unido, Trump afirmou ter lido que 97% das reportagens sobre ele seriam negativas. “Mesmo assim, venci com facilidade”, disse, referindo-se à eleição de novembro do ano passado, na qual derrotou a democrata Kamala Harris.
Sugestão de rever licenças
O republicano declarou que os reguladores federais deveriam analisar a possibilidade de revogar licenças de transmissão de redes de TV locais que, em sua avaliação, adotam postura injusta. “Talvez a licença delas devesse ser retirada”, sugeriu.
Suspensão de Jimmy Kimmel
As queixas do presidente ocorrem poucos dias após a ABC suspender “por tempo indeterminado” o programa do apresentador Jimmy Kimmel. Durante a atração, Kimmel relacionou o assassino de Charlie Kirk — ativista conservador morto a tiros em 10 de setembro, em uma universidade de Utah — ao movimento republicano MAGA.
Questionado sobre o episódio, Trump afirmou que Kimmel foi afastado “principalmente pela baixa audiência” e o classificou como “não talentoso”. “Ele deveria ter sido demitido há muito tempo”, declarou o presidente ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Posicionamento da FCC
Trump também mencionou Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), dizendo esperar que o órgão avalie o desempenho das emissoras que, segundo ele, prejudicam sua imagem. Em entrevista à CNBC, Carr lembrou que a posse de uma licença de transmissão é um privilégio que exige “servir ao interesse público”.
As declarações marcam mais um capítulo da tensão entre a Casa Branca e grandes veículos de imprensa, acusados pelo presidente de parcialidade desde antes de sua chegada ao poder.
Com informações de Gazeta do Povo