Washington (EUA), 17 de março de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) cometeu “um erro muito estúpido” ao rejeitar o pedido de Washington para participar da proteção do Estreito de Ormuz. Segundo o chefe da Casa Branca, a decisão dos aliados coloca em dúvida a solidez da parceria militar.
“Venho dizendo há muito tempo que tinha dúvidas se a Otan estaria lá para nós. Então, este foi um grande teste, porque não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá”, declarou Trump durante reunião com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, na Casa Branca.
Momentos antes, em publicação na rede Truth Social, o presidente já havia sustentado que não conta mais com a ajuda das nações parceiras.
Cenário de conflito
Os Estados Unidos lideram, há 18 dias, uma ofensiva contra o Irã. Questionado por repórteres sobre a possibilidade de o confronto evoluir para um “novo Vietnã” caso tropas americanas desembarquem em território iraniano, Trump foi direto: “Não tenho medo de nada”.
A chance de uma incursão terrestre ganhou força nos últimos dias. Teerã, porém, advertiu Washington sobre as consequências de qualquer operação desse tipo. Em entrevista à Sky News na segunda-feira (16), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que “aqueles que os arrastaram para esta guerra também podem arrastá-los para um atoleiro”.
Desde o início das hostilidades, Trump alterna previsões sobre a duração da campanha militar: inicialmente falou em quatro ou cinco semanas; depois, afirmou que o fim seria “iminente”, sem detalhar prazos.
Reflexos econômicos
O fechamento do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte mundial de petróleo, elevou preços e aumentou a incerteza nos mercados. Investidores temem que a operação se estenda, pressionando ainda mais a economia global.
A Alemanha declarou publicamente que o confronto com o Irã não se enquadra no escopo de atuação da Otan, reforçando o isolamento americano dentro da aliança.
Com informações de Gazeta do Povo