O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou seu discurso na 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, nesta quarta-feira (21), em Davos, Suíça, para renovar críticas à União Europeia e reafirmar o desejo de adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
Logo no início da apresentação, Trump declarou: “Eu amo a Europa e quero vê-la prosperar, mas ela não está indo na direção certa.” O republicano argumentou que os países europeus precisam “corrigir o rumo” e alertou que, “se os EUA caírem, a Europa cai junto”.
“Negociações imediatas” pela ilha
Sobre a Groenlândia, tema que voltou a gerar atritos diplomáticos, o presidente afirmou buscar “negociações imediatas” para discutir a compra da ilha. Ele classificou o território como um “interesse fundamental de segurança nacional” para Washington e o descreveu como “um enorme pedaço de gelo, frio e mal localizado, mas que pode desempenhar um papel vital na paz e na proteção mundial”.
Trump negou qualquer intenção de recorrer a meios militares. “Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, algo que nos tornaria, francamente, imparáveis”, disse. “Mas eu não farei isso. Não preciso usar a força. Tudo o que os EUA estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia.”
O norte-americano assegurou ter “respeito tremendo” pelos habitantes da Groenlândia e da Dinamarca, mas insistiu que “nenhum outro país” seria capaz de garantir a defesa da ilha, considerada “estratégica” e “sem proteção”. Ele lembrou que tropas dos EUA foram enviadas ao local durante a Segunda Guerra Mundial e, segundo ele, o território foi devolvido após o conflito.
Críticas a gastos públicos e energia limpa
No mesmo pronunciamento, Trump acusou a “sabedoria convencional” de EUA e Europa de estimular aumento de gastos estatais, “imigração em massa descontrolada” e importações excessivas. Também criticou políticas de energia renovável e os baixos investimentos de países europeus na Otan, ressaltando que só seria possível obter resultados na aliança mediante “força excessiva”, recurso que, afirmou, não pretende utilizar.
Trump encerrou afirmando que, se os Estados Unidos avançarem economicamente e militarmente, seus aliados europeus “os seguirão”, sugerindo cooperação transatlântica mesmo com divergências sobre a Groenlândia.
Com informações de Gazeta do Povo